sexta-feira, 18 de abril de 2008

Por esta nem o Bush esperava !!!

Vermelho


quarta-feira, 16 de abril de 2008

terça-feira, 15 de abril de 2008

Charge do dia


Não sei porque mas, gostei dela.
E você ?
Os Tucanos estão com tanto medo assim é ?

Cabo de guerra pelo aumento dos juros

Pessoal,
Vejam uma perícope do Jornal Vermelho sobre o
aumento dos Juros pelo Copom.
Desde o começo do ano o país começou a viver sob forte pressão do Banco Central e do mercado financeiro -- um assoprando o outro -- numa interação pela volta do aumento da taxa de juros, que ainda se encontra bastante elevada. O aumento de juros agora não serve ao desenvolvimento do país e nem aos interesses do povo brasileiro.

Dois caminhos para o desenvolvimento do país

Neste momento, a volta da elevação da taxa de juros implica em profundas conseqüências negativas para a nação e a maioria da população. Mesmo porque o Banco Central sinaliza que o aumento “preventivo” dos juros neste mês é o começo de um novo ciclo de elevação da taxa de juros até o início do próximo ano.

Essa medida não se esgota em si mesma, mas está em disputa, como temos afirmado, dois caminhos no plano econômico: a prioridade (absoluta) para as metas de inflação, ou para as metas de investimento.

Na concepção do BC o desenvolvimento no Brasil tem um teto, não deve ultrapassar o “PIB potencial” que hoje é de 5%. E, para isso, o BC somente tem um único remédio (não interessa os danosos efeitos colaterais): aumento de juros, cuja eficácia é exatamente evitar o crescimento dos investimentos e do consumo.

A outra concepção, não ortodoxa, comprometida com a temática do desenvolvimento, defende que a melhor política de combate à inflação de demanda é justamente a ampliação dos investimentos que permita a capacidade de produção do país crescer, atendendo assim em condições suficientes a demanda interna.

Este é o caminho compatível com o modelo de desenvolvimento nacional, com distribuição de renda, apregoado pelo governo de Luís Inácio Lula da Silva e as forças progressistas do Brasil. Esta é também a via para concretizar a nova política industrial.

Hoje, a taxa de investimentos sobre o PIB, no país, não chega a 19%, sendo que para alcançar um incremento do PIB maior que 5%, atingindo algo em torno de 7% -- ainda inferior ao nível de muitos países em vias de desenvolvimento -- seria preciso uma taxa de investimento da ordem de 21% (o programa do segundo governo Lula estabelece meta de 25%). Esse nível de investimento, durante muitos anos, é que permitiria basicamente universalizar educação e saúde de qualidade e construir a infra-estrutura necessária ao crescimento constante do país.

Todavia, para passar de um investimento da ordem de 19% para 21%, deverá haver normalmente certas pressões inflacionárias, podendo aparecer alguns “gargalos” próprios de uma economia que começa a crescer a taxas significativas. A solução está em medidas de contenção dirigidas aos setores que estão mais pressionados, prescindindo da elevação da taxa de juros, que significa freio no conjunto dos investimentos e corte geral do consumo.

Hoje o problema principal é o crescente déficit externo

A volta ao aumento de juros, neste momento, é extemporânea e nefasta. Esta é a questão nodal. São muitos os economistas independentes, de várias escolas, que enfatizam a intempestividade dessa medida. Em posição contrária, de forma espontânea, tem gente que argumenta que as medidas tomadas pelo BC deram certo, mantiveram a inflação contida, “merecem nossa confiança”. Mas, essa é uma interpretação simplista, distante da evolução da realidade.

Por exemplo: em 2004, quando a economia se acelerou, o BC espantado com as pressões inflacionárias, promoveu duro aperto monetário, malogrando o crescimento nos dois anos seguintes. Mas o pior não aconteceu em médio prazo porque, naquele ano, o governo Lula começava a desonerar os custos dos investimentos, ampliava o crédito, e o Real estava num nível bem mais desvalorizado.

Hoje a situação é bastante distinta. O Real já se encontra sobre-valorizado, aumentando o poder de substituição das importações, prevendo-se já para este ano um elevado déficit em transações correntes do país. Desse modo, na atualidade, o principal problema da economia brasileira não é a inflação, mas a rápida queda do superávit comercial e o crescimento do déficit do balanço de pagamentos, corroendo a reserva internacional.

A situação é mais delicada sobretudo se se considera o cenário internacional de crise econômica no centro do sistema, que não revelou ainda sua dimensão completa e a extensão dos seus desdobramentos. A retomada do aumento de juros incrementará precisamente o déficit externo e poderá trazer de volta a vulnerabilidade externa do país.

Aumento preventivo dos juros só interessa ao sistema financeiro

Não há fatos significativos que justifiquem o aumento “preventivo” dos juros. Em verdade, este aumento é uma garantia aos grandes proprietários da riqueza líquida e estímulo à ciranda dos especuladores. Os Bancos Centrais não se baseiam em critérios puramente técnicos, suas hipóteses e decisões estão contaminados por preconceitos ideológicos.

Sua independência é uma abstração formal. Estão, sim, submetidos a pressões permanentes dos poderosos círculos financeiros, grandes credores e especuladores. Os conservadores “supõem que as decisões privadas são racionais” e que “não há diferenças de poder entre os agentes privados”, isto está mais para um reino do “conto de fadas”, do que para a realidade, com bem demonstra o professor Luiz G. Belluzzo.

Em primeiro lugar, os dados oficiais disponíveis não permitem concluir que a demanda cresce sem investimentos à altura, mas atestam o contrário. Os dados são eloqüentes. A indústria brasileira continua crescendo de forma robusta. E o uso da capacidade instalada da indústria recuou de 83,1 em janeiro para 82,9 em fevereiro, portanto, aumentando a capacidade de atender a demanda.

Conforme editorial do jornal Valor Econômico, de 7 de abril, “vem ocorrendo persistente redução na ocupação da indústria”. Os investimentos vêm se expandindo há oito trimestres consecutivos num ritmo mais acelerado que o do PIB. Nos últimos trimestres, o ritmo de expansão da FBCF (Formação Bruta do Capital Fixo), que mede o nível de investimento, tem superado o do PIB em mais de duas vezes.

Em segundo lugar, quanto aos índices atuais de inflação. A inflação, tanto a corrente quanto a prevista não indica afastamento da trajetória perseguida, de 4,5% ao ano, como centro da meta, podendo até mesmo, conforme amplitude das metas estabelecidas, deslizar de 2% a mais ou a menos.

E há um dado real revelador: não tem havido, objetivamente, incorporação acelerada de novas camadas de consumidores dispostos a se endividar, antes mantidos à margem do curso econômico. E ademais, o aumento médio real dos salários é inferior ao nível de crescimento da produtividade atual.
Para completar, economistas renomados afirmam que a pressão inflacionária atual é decorrente do aumento dos preços globais das commodities e alimentos, dos quais o Brasil é um grande produtor, se beneficiando de uma forma ou de outra dessa situação. Inclusive nosso país tem uma inflação menor que à média mundial. Nesse caso, o aumento de juros aqui não terá nenhuma conseqüência nesse tipo de inflação de além mar.

Em terceiro lugar, o aumento de juros agora elevará o diferencial entre o que se cobra no Brasil em relação aos juros nos Estados Unidos que, ao contrário vêm abaixando suas taxas, alargando o fosso para as arbitragens especulativas. O Real está sujeito a crescente pressão de mais elevada valorização, com a entrada de crescente volume de investimentos de curtíssimo prazo (capital “motel”), onerando os preços das exportações brasileiras e alimentando maior instabilidade econômica.

Por fim, há uma lei objetiva, se os juros sobem, o investimento produtivo deixa de ser atrativo, fazendo com que se nutra ainda mais a cadeia da especulação financeira do país. Agora, o aumento de juros, conforme a dosagem aplicada, pode não repercutir imediatamente neste ano porque os investimentos já estão em marcha – R$ 16 bilhões só em infra-estrutura no país em 2007 e mais R$ 55 bilhões que estão no “forno” .

Mas o aumento de juros vai inevitavelmente impactar negativamente o crescimento a partir de 2009, véspera das eleições gerais de 2010 e, sobretudo, poderá condicionar uma situação perigosa de elevado déficit em transações correntes do balanço de pagamento.

Extraído do Site Vermelho


segunda-feira, 7 de abril de 2008

banda Nechivile - não vou tirar você do coração

Arguto e observador, Domingos Meirelles afirma que imprensa enfrenta crise e que jornais são escritos para os donos, não para o leitor.



Cabelos brancos, voz suave, retórico e com uma inteligência brilhante, Domingos Meirelles, apresentador do programa "Linha Direta" da rede Globo, ama a história brasileira. Em seu livro "1930: os órfãos da Revolução", o jornalista mostra detalhes de bastidores do final da política do café com leite com muita maestria e simplicidade.

1930 foi o segundo livro, seguido por “As noites das grandes fogueiras” sobre a Coluna Prestes, lançado pelo autor para, segundo ele, satisfazer uma inquietação intelectual. A historiografia oficial do país escondia, mostrava e manipulava os fatos como ela queria, indaga Meirelles.

1930 é fruto de cruzamento de leituras com visões multifacetadas e é baseado no ano em que o presidente Washington Luís fora deposto. Ele esmiuça com detalhes a vida da aristocracia rural do Rio de Janeiro. “Meu interesse pela história é fazer com que as pessoas façam reflexões de qualquer natureza. Penso que não ler é pior do que a Dengue. A informação não pode ser um privilégio das elites”.
Profissão
- Domingos Meirelles começou no Jornalismo por pura paixão. Primeiro, consertava máquinas de escrever para o jornal "Última Hora", no Rio de Janeiro, o único que realmente era resistente à ditadura vivida pelo país na época. A redação era formada por advogados.

Ainda aí Meirelles não era envolvido em política. Entrou quando soube que um médico de sua mãe fora maltratado por um grupo paramilitar. "Pra mim foi absurdo ver alguém inocente ser maltratado daquela forma. Dali em diante me alistei no jornal Última hora quando ingressei no curso de Jornalismo".

Segundo ele, no primeiro dia era avaliado pelo “coletivo” do jornal. Os focas tinham um cuidado especial pelos mais velhos na redação, pois eram tutores. Seu mestre foi Maurício Azedo, secretário gráfico. “Quando cheguei na redação fiquei abismado pela inteligência dos jornalistas. Pensava que nunca seria tão inteligente quanto eles”, diz.

Globo
- No entanto, com um ano e sete meses de Última hora, Meirelles segue para o grupo Abril, fazendo matérias para as revistas Cláudia, Quatro Rodas e Realidade. “Fiz uma matéria para a Quatro Rodas no Paraguai investigando carros roubados no Brasil e constatei 48 veículos. 20 anos depois pelo Globo repórter são 150 mil”.

Já em 1985 foi chamado por Armando Nogueira diretor de Jornalismo da TV Globo para trabalhar no Jornal Nacional. Segundo ele, Armando o escolheu porque tinha uma aparência mais velha. Daí em diante seguiu para o “Fantástico”.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Nassif revela evidências de ''dedo tucano'' no suposto dossiê

O jornalista Luis Nassif conseguiu informações de bastidores que indicam a participação de tucanos na elaboração do suposto dossiê que a revista Veja e o jornal Folha de S. Paulo --coincidentemente, dois veículos simpáticos ao tucanato - andaram divulgando na última semana.
Segundo informação postada no blog do Nassif, há inúmeras indicações que o suposto dossiê foi produzido por membros do governo Fernando Henrique para causar um ''fato político'' que estourasse no colo do Palácio do Planalto.
Agora, Nassif traz novos indícios que fortalecem esta hipótese. Ele mesmo diz estar convencido de que o tal dossiê é uma armação. ''Não é a primeira vez que sigo a intuição e aposto em uma direção. Se estiver errado, pago o pato: me penitenciarei publicamente aqui no Blog e me exporei aos ataques dos adversários. Mas minha convicção sobre a natureza do suposto dossiê está mais forte'', diz ele.
''Tanto na matéria da Folha quanto da Veja, não havia uma indicação nem de onde veio o tal dossiê, nem quem foi chantageado por ele. E essa ausência absoluta de informações acende a luz amarela em qualquer jornalista com experiência em reportagem investigativa'', explica Nassif.
Governo anterior
A suspeita de Nassif sobre a origem do dossiê foi reforçada após a conversa que ele teve com um dos mais experientes repórteres políticos de Brasília. ''Sua visão – de dentro do jornalismo brasiliense – ajuda a trazer mais dados para essa história do suposto dossiê contra Fernando Henrique Cardoso'', diz Nassif.
O jornalista, que Nassif preferiu não identificar, diz que há inúmeras indicações que o suposto dossiê foi produzido por membros do governo anterior. A primeira, é que os papéis não machucam ninguém. Apresentam apenas banalidades sobre os gastos de FHC. Depois – continua ele – porque, pela descrição da Folha, percebe-se que foram extraídos de três bases de dados diferentes, com três letras diferentes de computadores, com diferentes tratamentos a dona Ruth.
O jornalista ouvido por Nassif garante que esses papéis não foram produzidos na Casa Civil. ''No máximo pode haver alguma coisa da base de dados que foi juntada às trezes folhas. A Casa Civil pode ter seu levantamento, mas não é esse'', opina.

Já havia suspeitas de que o material reproduzido pela Folha na quinta tivesse sido fornecido pela Veja. Primeiro, pelo fato de nenhuma das duas empresas darem a menor dica sobre a proveniência dos dados. Em qualquer jornalismo que se preze, não se entregam as fontes mas se dão dicas sobre a origem da informação, como forma de situar o leitor. Ou do Congresso, ou de fontes do Palácio, ou de fontes do antigo governo, qualquer coisa que permita ao leitor saber o que estão lhe servindo.As duas publicações nada falam sobre isso. Mas a confirmação veio na última edição de Veja.
Porões
Dilma Rousseff negociou terça e quarta pessoalmente com Roberto Civita a publicação do desmentido oficial da Casa Civil, diz ele. O acordo foi fechado na quarta. A confirmação veio na última edição da revista, no espaço aberto à Ministra. A redação da Veja se sentiu acuada. O suposto dossiê foi entregue à Folha na quinta – típica reação dos porões, diz o jornalista.
E porque porões? Aí entra a questão da bruxaria, imagem que ele vai buscar em matéria de Elio Gaspari na Veja, em 1985, quando Brasília amanheceu coalhada de cartazes indicando que o Partido Comunista apoiava Tancredo.Todo mundo sabia disso, não era novidade. A novidade era saber quem colocou os cartazes. Enquanto a imprensa saía atrás da repercussão dos cartazes, Gaspari saía atrás da identidade dos responsáveis – que haviam sido presos. Descobriu-se que eram pessoas do Centro de Informações do Exército, pretendendo açular a linha dura.
Segundo Nassif, a lógica é a mesma do suposto dossiê. ''Todo mundo sabe que o governo está se armando. Mas o dossiê foi gerado fora do governo para criar um fato político – não com a linha dura do Exército, obviamente, mas com os falcões do Congresso''. Tem uma matéria da Veja acontecendo neste momento, diz o jornalista. ''Não é só calvinista, falso moralismo, não é só estupidez que está exposta. Tem bruxaria também e que está se desdobrando agora. O pessoal antigo de FHC voltou a operar'', revela.
Enquanto alguns tucanos operam nos esgotos da mídia, outros atuam nos corredores do Congresso Nacional para sustentar a farsa montada por eles mesmos. A tática é usar a CPI dos Cartões Corporativos para acusar o governo de chantagem. Nesta semana, líderes tucanos usaram e abusaram das tribunas do legislativo para apontar o dedo acusador para o governo e especialmente para a ministra Dilma Roussef, exigindo dela ''explicações'' sobre o tal dossiê.
Grande pauta
O jornalista ouvido por Nassif diz que, em Brasília, a grande pauta do momento é saber quem confeccionou o suposto dossiê. Um leitor do blog de Nassif resgatou trecho de uma reportagem da própria Folha de S. Paulo que pode ajudar a desvendar esta pauta. A reportagem é de 12 de fevereiro de 2008 e diz que ''o acordo do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) com o governo na eventual CPI dos Cartões Corporativos mobilizou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e auxiliares numa varredura de dados,(...) À tarde, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), reuniu-se com o secretário de Organização do partido, Eduardo Jorge, ex-secretário-geral da Presidência na gestão FHC.
Jorge ficou encarregado de coletar dados sobre o período e checar que tipo de documentação estaria arquivada, assim como o acesso a ela''. ''Ficou claro que os tucanos também possuem uma base de dados sobre o período e o fato desse relatório de 13 páginas, obtido por Veja, jamais ter sido divulgado na íntegra - apenas fragmentos - faz pensar que esses dados que estão circulando podem ter vindo de quem realmente tinha interesse em divulgá-los'', diz o leitor José Augusto Zague, que deu a dica para Nassif.

Dilma: "A quem interessa isso tudo?"

A mesma suspeita têm o governo. Tanto que a própria ministra Dilma Roussef foi porta-voz deste questionamento. ''A pergunta que o governo faz hoje é: a quem interessa o vazamento dos dados?'', disse Dilma durante entrevista coletiva concedida neste sábdo (29) em Curitiba. ''Muita gente sabe e viu. A esperança é descobrir quem'', acrescentou a ministra, ao informar que já foi iniciado o processo de apuração de responsabilidades: ''O grave é o vazamento de informações, que vai ser apurado. Não sabemos quem formatou, a sindicância já foi aberta''.

Na carta enviada à revista Veja, a casa Civil reforça a suspeita ao finalizar a carta com a pergunta: " a quem interessa isso tudo? Ao Governo Federal, certamente, não."